Atividades

Laboratórios

Ensino Fundamental

Os conhecimentos de Ciências têm por intuito fornecer subsídios aos alunos do Ensino Fundamental para uma compreensão objetiva dos diversos eventos que ocorrem em seu entorno, sendo estes naturais ou produtos da ação humana sobre o meio ambiente.

Em linhas gerais, o estudo visa proporcionar:

  1. capacidade de observação sistemática da natureza;
  2. compreensão das relações existentes entre os seres vivos em nossa volta, e destes com os fatores não-vivos;
  3. percepção como parte integrante de um todo interdependente, sendo, portanto, responsável por algumas modificações ambientais;
  4. conhecimento sobre atuação/exploração ambiental de forma sustentável.

Dentro desta perspectiva, as aulas de laboratório servem como suporte e ponto de integração entre diversos conceitos de Biologia, Física e Química e de outras áreas afins como a Geografia, Geologia, História entre outras.

Ensino Médio

Física

A Física tem desempenhado papel de muita importância no desenvolvimento científico e tecnológico. É importante ressaltar como vem se processando o ensino dessa disciplina, juntamente com outras ciências, como a Biologia e a Química. Essa contribuição é vivenciada de forma mais crítica e humanizada na medida em que haja um despertar, nos alunos, da capacidade de compreender e de intervir criticamente na sociedade tecnológica. Nessa perspectiva, o uso de atividades experimentais tem sido apontado como uma forma prática eficaz.

Nas aulas práticas em laboratório, os alunos trabalham em equipe, sob orientação do professor. Na execução das atividades, as equipes seguem os roteiros dos experimentos, mediante uma introdução teórica e do procedimento experimental. O relatório da aula ministrada, bem como a utilização dos dados obtidos através dos experimentos e conclusões partir dos dados elaborados, são entregues ao professor, ao final de cada aula.

Biologia

A Ciência é considerada como um conjunto de interações entre fatos e idéias. Os fatos compreendem tudo o que ocorre ou se observa na natureza e as idéias são a maneira pela qual os cientistas interpretam os fatos. Esses fatos devem ser investigados, cientificamente. Para isso fazem-se necessárias experiências e essas devem ser testadas em laboratório.

Com este pensamento, acreditamos que a formação do aluno deve propiciar-lhe conhecimento nas várias ciências, como Biologia, Física e Química, incluindo o estudo sistemático de seus fatos, conceitos e teorias fundamentais; a vivência de processos de investigação próprios de cada área; a análise das implicações sociais das causas e consequências de seu desenvolvimento; a análise desse processo de aprendizagem e a capacitação para selecionar, desenvolver e usar métodos e recursos adequados ao seu ensino. Além disso, o ensino teórico-prático em sala de aula e laboratório deve proporcionar ao educando uma sólida educação geral por meio de experiências intelectuais e emocionais, inclusive o desenvolvimento da capacidade de refletir e analisar criticamente, de compreender e respeitar sentimentos e idéias de outros indivíduos ou grupos sociais, de avaliar realisticamente o ambiente e a sociedade em que vivem e de obter informações sobre outros campos do conhecimento. Portanto, o aluno deve saber como utilizar o método científico, sem descartar o empirismo, diferenciar o método dedutivo do indutivo ao utilizar as etapas do método científico, por isso é tão importante a postura do professor diante desses fatos, para orientar o seu aluno durante as experiências no laboratório.

O método científico é usado para responder indagações sobre determinado acontecimento (descoberta). A hipótese, no método científico, é o caminho que deve levar à formulação de uma teoria. O cientista, na sua hipótese, tem dois objetivos:

  • Explicar um fato
  • E prever outros conhecimentos dele decorrentes.

A hipótese deve ser testada em laboratórios, através de experiências controladas e, se caso for comprovada, será aceita como uma teoria.

Etapas do Método Científico

  • Observação de um fato
  • Formulação de um problema
  • Levantamento de uma hipótese
  • Experiência controlada (grupo teste e grupo controle)
  • Resultado
  • Teoria

Química

A Aula Experimental é um recurso indispensável a um aprendizado mais completo. Atingir uma excelência do ensino é uma busca constante da escola. Neste sentido, torna-se necessária uma ação que privilegie atividades ligadas à construção do conhecimento. Isso não acontece sem a experiência, sem uma concatenação por parte do aluno entre o que estudou de forma teórica e o que ele efetivamente aplicou no seu dia-a-dia. Uma escola não atinge essa meta sem romper a dicotomia teoria-prática.

Todo esse modo de agir dá-se concretamente com o rompimento de velhas estruturas, significando que o ensino de Ciências não pode mais ser passado como uma “carga” de conhecimento. Leia-se: informações soltas, definições de leis isoladas e, o que é pior, totalmente descompromissadas com a vida dos alunos.

Nada de resumir o conhecimento científico à pura memorização, restrita a baixos níveis cognitivos, na maioria das vezes, consolidados por exames vestibulares e em livros-textos.

Uma questão vem à tona: Como se dá essa mudança? O Setor de Aulas Práticas do Centro de Educação Integrada surgiu com o objetivo de realizar essa mudança, ou seja, colocar o ensino de Química, Física e Biologia de forma que contribua para uma visão mais ampla do conhecimento, havendo, assim, uma compreensão do mundo físico e de um modo mais amplo a construção da cidadania. O aluno vai poder, então, fazer um elo entre os conhecimentos socialmente relevantes, os quais vão ter um novo sentido em seu cotidiano, em sua vida.

Neste contexto, é bom citar a Lei de Diretrizes e Bases em seu Artigo 35, IV:
“O ensino médio, etapa final da educação básica, com duração mínima de três anos, terá como finalidades:
(...) A compreensão dos fundamentos científico-tecnológicos dos processos produtivos, relacionando a teoria com a prática, no ensino de cada disciplina.”

O Laboratório

A noção mais comum de laboratório certamente é aquela consagrada pelo cinema. Locais tenebrosos e escuros com muitos instrumentos trabalhando simultaneamente e produzindo gases. É um ambiente aterrorizante!

Mas o que é pior não é isso: não há conexão nenhuma do trabalho realizado com a verdadeira ciência. São trabalhos sem nenhum fundamento teórico, cuja finalidade é espalhar o medo e o espanto das pessoas. É o caso de: Frankenstein, O médico e o monstro, O incrível Hulk e outros. O que vemos nesses filmes condiz com a idéia que deveríamos ter sobre o que vem a ser um laboratório de pesquisa? Certamente, não.

A história nos mostra que com o desenvolvimento industrial da sociedade, os ambientes de trabalho dos cientistas saíram dos “guetos” acadêmicos e ganharam espaço privilegiado nas empresas. Isto, diga-se, fruto de um alto investimento em pesquisa, cujo afã é fazer frente à corrida tecnológica. Esta sim é a idéia correta de laboratório: um local de trabalho (laborar, trabalhar) que faz uso das experiências para embasar a teoria e alavancar o conhecimento humano para que possamos contar com o progresso científico.

Neste contexto, a escola busca alcançar os seguintes objetivos:

  1. Compatibilizar o conhecimento teórico e a prática, com vistas a atualizar e até democratizar a produção científica;
  2. Preparar o aluno para a realidade da Universidade, na qual as aulas de laboratório integram os currículos;
  3. Ensinar ao aluno a metodologia do trabalho científico;
  4. Fomentar o trabalho em equipe. Assim, estabelecemos formas dinâmicas de interação e troca de informações;
  5. Incentivo à produção científica, com vistas à interdisciplinaridade.

Materiais de Laboratório e Segurança

Todo e qualquer laboratório é um local que requer um grande cuidado. Especialmente porque nele encontramos materiais potencialmente perigosos. Portanto, a possibilidade de acontecer um acidente existe e deve ser mitigada. A verdade é que com a devida orientação este risco tem a chance de acontecer muito diminuída, especialmente quando associada ao bom senso.

Cuidados básicos:

  • Seguir rigorosamente as instruções recebidas pelo professor.
  • Dentro do laboratório, cabelos longos devem ser mantidos presos.
  • Nunca trabalhar sozinho, principalmente fora do horário.
  • Ao caminhar no laboratório, olhar para frente.
  • Não comer nem beber dentro do laboratório. Lavar bem as mãos antes de sair do laboratório.
  • Não retornar reagentes aos frascos originais, mesmo que não tenham sido utilizados. Evitar circular com eles pelo laboratório.
  • Não utilizar nenhum equipamento sem autorização
  • Certificar-se da voltagem dos aparelhos antes de conectá-los à rede elétrica. Quando não estiverem em uso, os aparelhos devem ficar desconectados.
  • Evitar armazenar reagentes em lugares altos ou de difícil acesso.
  • Não estocar reagentes voláteis em locais que recebam calor ou até mesmo, luz.
  • Não utilizar materiais de vidro trincado. Descartá-los em material apropriado
  • Antes de iniciar um experimento, verificar se todas as conexões e ligações estão seguras.
  • Ao testar o odor de produtos químicos nunca colocar diretamente no nariz
  • Ao manipular frascos nunca dirigir a sua abertura na própria direção ou na direção de outras pessoas.