ENSINO MÉDIO

 

01. O ENSINO MÉDIO NO CEI

       O Ensino Médio surgiu em 1996, a partir da necessidade do Centro de Educação Integrada de ampliar os seus serviços educacionais, oferecendo uma educação de qualidade, também, para esse nível de ensino. Em consonância com esse fato, ocorreram pressões, por parte dos pais, para que a escola expandisse a sua oferta educacional, completando a formação básica.
       No Ensino Médio, a aprendizagem se coloca no centro da educação, implicando, portanto, a utilização dos recursos disponíveis para a motivação dos alunos e a sua participação como cidadão. A proposta pedagógica se orienta para mobilizar no educando todos os componentes da sua personalidade, seus motivos, interesses, nas suas relações com o grupo, procurando e oferecendo um sentido social à sua aprendizagem.
       Como parte da concepção do “aprender a aprender”, o Ensino Médio do CEI oportuniza para seus alunos Grupos de Estudos, com o objetivo de auxiliá-los em suas dificuldades nas disciplinas de Física, Química, Matemática, Língua Portuguesa e Biologia e, para os que apresentam bom desempenho nestas disciplinas, disponibiliza o Programa de Estudos Avançados. Além disso, oferece orientação profissional, orientação educacional e planejamento semanal para as equipes pedagógica e docente. Durante o planejamento semanal, os professores e a equipe pedagógica, além de planejarem os conteúdos e estratégias para trabalho em sala de aula, discutem as dificuldades apresentadas pelos alunos, visando auxiliá-los. O trabalho de orientação profissional objetiva que os discentes pensem sobre a sua escolha profissional, relacionando-a com sua história e como fruto de um processo de desenvolvimento pessoal, oferece informações sobre as profissões, as universidades e o mundo do trabalho, além de possibilitar um espaço de expressão de sentimentos, dúvidas, angústias. O trabalho de orientação educacional é realizado de acordo com as necessidades específicas de cada turma, a partir das observações do corpo docente e das problemáticas levantadas pelos alunos. São abordados temas referentes a relacionamento em grupo, drogas, sexualidade, cidadania, hábitos de estudo, entre outros. Além disso, é feito um acompanhamento individual com os alunos.
       O Centro de Educação Integrada tem assumido, através de um projeto educacional mais amplo, a função de co-participante na transmissão do conhecimento socialmente produzido numa tentativa de acompanhar ou responder às demandas da sociedade.
       Por isso, a proposta tem um currículo pautado na formação integral do aluno, na qual os conteúdos e o seu tratamento metodológico exercem papel pedagógico central. O esforço é no sentido de que esses sejam compreendidos dentro da visão histórica, cultural e científica. A formação dos conceitos é conduzida como construção ativa dos alunos, cujo saber fazer é uma constante nos projetos de ensino.
       O Ensino Médio tem como finalidade aprofundar os conhecimentos adquiridos no Ensino Fundamental e fornecer ao aluno meios para progredir no trabalho e em estudos posteriores. Por isso, a proposta pedagógica do Ensino Médio do CEI inclui entre outras questões:
       • saber orientar a educação na base de princípios educativos, dos diferentes tipos de saberes que constituem o saber escolar, como parte das culturas local e universal, objeto do conteúdo escolar, para fornecer aos alunos as ferramentas que possibilitem o exercício de sua cidadania;
       • contribuir na formação do educando primeiramente em aspectos humanísticos, dando condições para que se torne mais crítico e consciente, para fazer a história do seu tempo, com a possibilidade de desenvolver novas tecnologias, fazer uso da crítica e da reflexão sobre a sua utilização de forma mais precisa e humana;
       • ter as condições de, convivendo com o outro e participando da sociedade em que vive, torná-la mais justa e humanitária, além de propiciar ferramentas para a integração ao mundo do trabalho, continuar aprendendo e seguir níveis mais complexos de ensino.
       No CEI, a educação do aluno não está centrada apenas no componente acadêmico (conteúdos escolares). Ela se vincula com outras atividades extracurriculares que são parte dessa formação integral. Esta, por sua vez, encontra na interdisciplinaridade uma prática escolar que possibilita o estudo dos conteúdos na perspectiva de uma compreensão dos fenômenos sociais e naturais, na dinâmica de sua totalidade, aproximando a lógica do trabalho escolar à lógica da vida. No contexto real, o pensamento não pode ser fragmentado, ele é global. Portanto, essa prática liga-se à contextualização do saber, uma vez que os conteúdos escolares transformam-se em ferramentas para a leitura crítica da realidade, o que permite a participação ativa e consciente nos projetos sociais e individuais dos cidadãos.

02. Programa de Formação Continuada
 
As pessoas arrumam tempo para as coisas que compreendem, às quais atribuem sentido e nas quais acreditam. (LIBÂNEO, 2004, p. 41)
 
       A idéia central do conceito de formação continuada é pautada pela participação do professor na organização e gestão do trabalho escolar. A escola é um campo fértil onde o professor vai desenvolver habilidades, tais como tomar decisões coletivamente, formular o projeto pedagógico, compartilhar com os colegas as experiências vivenciadas em sala de aula, desenvolver o espírito de solidariedade, assumir coletivamente a responsabilidade pela escola, investir no seu desenvolvimento profissional, aperfeiçoando a sua profissão.
       Mesmo sabendo que os professores desenvolvem sua profissionalidade primeiro na sua história pessoal como aluno, no curso de formação inicial, nos estágios e outras atividades desenvolvidas durante a graduação, entre outros, não se pode esquecer que eles aprendem muito compartilhando sua prática e situações cotidianas, no contexto do trabalho. É no exercício do trabalho que, de fato, o professor produz sua profissionalidade. Colocar a escola como local de aprendizagem da profissão de professor significa entender que é nela que o professor desenvolve os saberes e as competências do ensinar, mediante um processo ao mesmo tempo individual e coletivo. Propõe-se, assim, uma formação profissional baseada na articulação entre a prática e a reflexão sobre a prática, de modo que o professor vá se transformando em um profissional crítico reflexivo, isto é, um profissional que domina uma prática reflexiva.
       Como explicita Pimenta (1999, p.31)
 
 
A formação de professores na tendência reflexiva se configura como uma política de valorização do desenvolvimento pessoal-profissional dos professores e das instituições escolares, uma vez que supõe condições de trabalho propiciadoras da formação dos professores, nos locais de trabalho, em redes de autoformação, e em parceria com outras instituições de formação.
Introdução

       Na era da informatização, novos desafios são lançados aos profissionais das mais diversas áreas do saber. Nessa perspectiva, a necessidade de qualificação profissional vem se transformando em consenso, sobretudo porque novos conhecimentos proporcionam novas teorias e essas novas concepções teóricas tendem a se comunicar dialeticamente com as práticas exercidas nas diferentes profissões.
       O profissional do ensino não apenas está inserido nesse processo como desempenha um papel primordial na sociedade globalizada. Isso porque “os estudos recentes sobre o sistema escolar e as políticas educacionais têm-se centrado na escola como unidade básica e espaço de realização dos objetivos e metas do sistema educativo.”(LIBÂNEO, 2004, p. 29); ou ainda, como “um lugar em que os profissionais podem decidir sobre seu trabalho e aprender mais sobre sua profissão.” (Idem. Ibid: 30).
       Sob essa ótica, as reuniões pedagógicas semanais, institucionalizadas, podem viabilizar discussões coletivas no decorrer das quais o professor redireciona a própria prática. Mais ainda: por meio deste redirecionamento, aprofunda questões problematizadoras, desenvolvendo uma atitude crítico-reflexiva. Em outras palavras, o docente tem condições de avaliar e reavaliar-se, já que, ao compartilhar a profissão, desenvolve competências do ensinar. Ora, desenvolvendo-as, forma-se continuamente – pressuposto indispensável para que concretize transformações significativas na sala de aula.

Justificativa

       De acordo com Amarilha (2000, p. 39), existem certas “ausências” que acompanham o fazer diário do professor, tanto na prática docente quanto no desenvolvimento profissional. Entre elas, encontram-se: Como são formados os professores?, Para que tipo de docência são preparados?, Que conhecimentos foram assegurados para que possam fazer uso do exercício da docência?, Os professores estão (re)elaborando, (re)aprendendo, (re)dimensionando os seus conhecimentos?.
       A sociedade atual exige cada vez mais de todos, especialmente dos profissionais docentes, que se fazem, então, formadores (e por que não dizer “reformadores”) de opinião. Neste mundo de intensas mudanças, globalizado, mundializado, onde tudo é muito “automático”, mecânico (as pessoas parecem “ligadas na tomada”) e tudo é para hoje, para agora, tem-se que pensar na prática docente. O processo de construção de competências profissionais se constitui na articulação entre experiência (prática) e reflexão (“estudo da prática”) sobre situações concretas com conhecimentos teóricos.
Pensando nessa necessidade urgente de uma constante formação profissional, o Centro de Educação Integrada mantém para os seus professores de Ensino Médio um programa de formação continuada. Busca-se solidificar uma equipe de trabalho autêntica, coesa e interativa que objetiva refletir as várias mudanças e os tantos desafios colocados dia-a-dia ao corpo docente.
       São realizadas três reuniões mensais com todo o corpo docente e coordenação pedagógica e uma ou duas com os professores orientadores de disciplina e coordenação, buscando-se “parar” para refletir sobre o trabalho em sala de aula, de maneira a perceber as atitudes tomadas e as dificuldades encontradas no trabalho, a revisar a negociação dos conteúdos com os colegas de disciplina, a refletir crítica e coletivamente a prática pedagógica e a debater, aclarar e concretizar os critérios de avaliação de aprendizagem. De acordo com Vasconcelos (2002, p. 123), “a reunião é um espaço privilegiado para o resgate do saber de mediação do professor, qual seja, a mediação que o docente faz entre os saberes das ciências de referência com as quais trabalha e os saberes pedagógicos (o saber-fazer do cotidiano da sala de aula).” Pensando assim, é neste espaço de formação – a reunião pedagógica – que os saberes teóricos e práticos são elaborados, reelaborados e partilhados.

Objetivo Geral

       Oportunizar um espaço para reflexão, troca de experiências e aperfeiçoamento docente, assim como o planejamento e a avaliação do conjunto de ações didáticas a serem desenvolvidas pelos alunos.

Objetivos específicos

       Entre os objetivos específicos de um plano de formação continuada para o corpo docente e equipe pedagógica, podem ser citados:
       - favorecer a organização de uma estrutura e de uma rotina para os encontros de reflexão com os professores e equipe pedagógica;
       - planejar e avaliar coletivamente as ações didáticas a serem desenvolvidas pelo corpo discente;
       - aprofundar temas de interesse do grupo;
       - desenvolver habilidades nas dimensões pessoais;
       - promover uma maior coesão e unidade do grupo;
       - realizar troca de experiências construídas a partir da prática em sala de aula;
       - possibilitar um espaço para o desenvolvimento da percepção de si e do outro;
       - ter a prática pedagógica como referência para, então, fazer uma reflexão sobre ela, de maneira mais próxima e particularizada.

Metodologia

       A organização do tempo e da rotina de reflexão requer que professores e coordenadores desenvolvam habilidades e metodologias que garantam uma crescente comunicação, manifestando dúvidas, dificuldades, problemas, bem como acertos e descobertas. O clima de confiança para discussão de acertos e erros deve ser enriquecido com a possibilidade de registro dos saberes elaborados por diferentes grupos de educadores. Nos encontros de reflexão com os professores, o coordenador deve utilizar as mesmas dinâmicas e os mesmos objetivos que deveriam ser trabalhados com os alunos. Através da prática da leitura os professores deverão desenvolver habilidades reflexivas acerca da própria experiência e do projeto pedagógico da escola. As dinâmicas para observação, registros e objetivos a serem alcançados serão desenvolvidas e discutidas ao longo das reuniões.

Conclusão

       Os momentos de reflexão na escola, lugar para crescimento profissional, representam uma conquista, oportunidade para a construção do seu projeto, para formação pessoal e profissional e significa o espaço de autoria e compreensão da própria experiência docente.

 
 
03. Programa de Formação Ético-Social

       O Ensino Médio representa uma das fases mais importantes da educação formal. O que torna essa etapa especial é a sua condição de interface entre o aluno adolescente e o jovem cidadão, pleno de projetos, já começando a viver as prerrogativas e as conseqüências da vida adulta. É tempo de experiências que embasarão as futuras escolhas e decisões, é tempo de lançar projetos pessoais, é tempo de responsabilidade.
       O Ensino Médio é composto por adolescentes entre 14 e 18 anos, que estão no ápice do processo de formação da identidade. Dessa forma, já têm suas condutas e valores alicerçados, interiorizados e definidos. A Organização Mundial da Saúde define a adolescência com o período da vida a partir do aparecimento das características sexuais secundárias, do desenvolvimento de processos psicológicos e de padrões de identificação que evoluem da fase infantil para a adulta e pela transmissão de um estado de dependência para outro de relativa autonomia. Considera como adolescência o período de 10 a 19 anos, distingue ainda a adolescência inicial (10 a 14 anos) e a adolescência final (15 a 19 anos). Por juventude, entende o período compreendido entre 15 e 24 anos.
       A adolescência e suas significações estão cada vez mais nas discussões, nos estudos, nas pesquisas e nas reflexões dos educadores formais e não formais. Diversas áreas estão destacadamente envolvidas no debate, com suas especificidades, além de que hoje esta fase da vida é uma preocupação de toda sociedade. Portanto, pretende-se trabalhar focalizando a construção de um projeto de vida, de modo que esses alunos possam “repensar” sua formação, sua vida e suas atitudes enquanto cidadãos.
É sabido, neste caso, que a construção de um projeto de vida é a instância final de um projeto de desenvolvimento pessoal e social. Entende-se que um projeto de vida é um trajeto de etapa que contém não só uma visão de futuro, mas o compromisso com o presente e a relação com o passado.
       O projeto de vida envolve as dimensões profissionais, afetivas e cívicas; enfim, é necessário à definição de seu lugar na sociedade e no mundo.

Objetivo

       Propor uma pedagogia para trazer de volta o subjetivo ao ensino, torná-lo motivador e vivo para que o discente se nutra de valores e haja uma reintegração da ciência à vida, de forma a desenvolver um trabalho junto aos alunos que tenha como alcance maior o desenvolvimento de um projeto de vida.

Etapas do projeto

       - Diagnóstico situacional do aluno: poder conhecê-los melhor a partir de reflexões, tais como: quem eu sou, quais são os meus gostos, interesses e valores.
       - Trabalhar a afetividade: facilitar a integração da turma para que ela se sinta a vontade para discutir temas, tais como a adolescência, sexualidade, relações familiares e interpessoais, auto-estima, comportamentos auto-destrutivos e drogas.
       - Trabalhar a cidadania: discutir temas como política, voluntariado, desigualdade social e violência. Será desenvolvido paralelamente um trabalho com os líderes e vice-líderes de turmas e os representantes do grêmio, de modo a trabalhar liderança e assuntos relacionados, além de acompanhá-los em suas idéias e decisões, possibilitando uma boa articulação entre alunos e coordenação.
       - Trabalhar as profissões: desenvolver o projeto de orientação profissional através de encontros semanais com o grupo de alunos dos 2° e 3° Anos, trabalhando a escolha da profissão, angústias, interesses e aptidões. Realizar semana das profissões para os alunos de todo o Ensino Médio, a partir do depoimento de profissionais e estudantes que estão concluindo os mais variados cursos da universidade (sendo os possíveis ex-alunos da escola), para falar sobre o curso, o mercado de trabalho e o dia-a-dia do profissional.

Proposta Metodológica

       Trabalhar os temas acima citados através de oficinas temáticas, discussões e rodas de conversa. As discussões e rodas de conversa serão realizadas nas disciplinas de Filosofia e Sociologia, para os alunos de 1° e 2° Anos, sendo dirigidas pelo professor. Paralelamente, serão realizadas oficinas temáticas em horários extras, sendo facilitadas pela psicóloga da unidade e grupos de apoio aos alunos de 2° e 3° Anos.

 
 
04. EVENTOS

DIA MUNDIAL DA SAÚDE

       O objetivo geral é estimular o aluno para a pesquisa, conscientizá-lo da importância para uma boa qualidade de vida e promover um intercâmbio entre as turmas.
Nessa atividade, são desenvolvidas pesquisas relacionadas a temas tais como dieta balanceada, água, sais minerais, carboidratos, vitaminas, proteínas, lipídios, alimentos energéticos e dietéticos, bulimia, anorexia, academia, anabolizantes, cirurgia plástica, obesidade e doenças da pele, entre outros.

 
 
SEMANA LITERÁRIA

       Com o objetivo de propor ao aluno uma melhor compreensão acerca do conjunto de procedimentos formais e ideológicos, e, sobretudo, contribuir para que ele venha aprimorar seu gosto pelas artes e com isso desenvolva suas capacidades leitoras, por meio do cruzamento de poesia e prosa, linguagem verbal e não verbal, buscamos aproximar do nosso tempo autores de diferentes épocas, bem como linguagens diferentes, como a literatura, o teatro, a poesia e a música.
       O desenvolvimento desses trabalhos acontece durante todo o ano, resultando na confecção de materiais poéticos e peças teatrais que são mostrados na CIARTE.

 
 
 
FESTIVAL DO FOLCLORE

       O FESTIVAL DE FOLCLORE está inserido dentro do Projeto Amor às Tradições.
       Nesse dia, são apresentados os trabalhos desenvolvidos pelos alunos dos diferentes níveis de ensino de nossa escola.
       Os alunos do Ensino Médio participam do evento registrando-o através de uma Mostra Fotográfica, que tem como objetivos:
       – salvaguardar a memória cultural do CEI;
       – promover a integração entre as diversas séries e divulgar as atividades culturais realizadas na nossa escola;
       – possibilitar um intercâmbio de informações entre os alunos, professores e pais.

 
 
 
OLIMPÍADAS

       O CEI vem se destacando na participação e nos resultados das Olimpíadas de Matemática, Física e Química, em níveis nacional e estadual.

 
 
CIARTE

       Os objetivos da CIARTE para o Ensino Médio são:
       – ampliar o conhecimento de mundo por parte dos alunos;
       – estimular no aluno a capacidade de criar, liderar e organizar;
       – possibilitar o desenvolvimento de diversas competências e habilidades relacionadas à pesquisa, à apresentação e ao contato com o público.

 
 
 
05. ENEM – Exame Nacional do Ensino Médio

       Tem como ponto original a função de informar o estudante sobre o seu próprio desempenho ao término do Ensino Médio.
       O CEI é o primeiro colocado no ENEM no Rio Grande do Norte.

06. UFRN

       Durante os nove anos que a escola vem participando do Processo Seletivo para acesso aos cursos de graduação da UFRN, o CEI tem obtido o 1º lugar no ranking de aprovação.
       No Processo Seletivo UFRN 2006, tivemos 10 primeiros lugares.

   
 
07. Tema Integrador

Tema: Ecologia: vivenciando esse conceito.

       Ecologia é uma palavra que tem tomado dimensão nos meios de comunicação, nos discursos de políticos, nas escolas, além de estar presente nas conversas cotidianas.        Entretanto, a atenção não está sendo dada realmente a esta ciência como deveria. A preocupação gira em torno de conceitos, poucos procedimentos e quase nenhuma atitude com relação à importância da sua aplicação.
       Faz-se necessário o seu estudo no contexto artificial que é a escola e a sua aplicação no contexto real, que é o cotidiano do indivíduo.
Segundo Dajoz (1983), Margalef (1974), Odum (1972), Wantanebe et al. (1987), a ecologia é uma ciência que estuda as relações dos seres vivos entre si e com o meio ambiente. “No entanto, este conceito ensinado nas aulas de ecologia, passa muitas vezes imediatamente ao desuso, quando o professor transforma o aluno em um elemento passivo dentro do ambiente escolar”. (Pereira, 1993, p. 13.)
       Portanto, o nosso projeto tem por objetivo tirar o aluno da condição passiva e conduzi-lo a vivenciar esse conceito por meio de estudos e de ações que o envolva junto à sociedade em que ele vive, tendo como principal estratégia a solução de problemas para estimular a sua conscientização a respeito da nossa responsabilidade de preocupar-nos com os problemas que ameaçam o nosso planeta e “somente” nós humanos podemos ir em busca de soluções, uma vez que somos os principais responsáveis pela atuação que se encontra o planeta Terra hoje.
       A resolução desses problemas ambientais é apresentada, na maioria das vezes, como responsabilidade dos cientistas, que seriam os únicos a evitar o desastre ambiental. Esta é uma visão equivocada, pois a responsabilidade é de todos, inclusive dos cientistas, que podem até contribuir mais efetivamente, apresentando as novas técnicas e estratégias para equacionar mais facilmente o problema, ou sugerindo metodologias de manejo sustentado os ecossistemas, bem como dos professores que deverão tratar do assunto em sala de aula. Portanto, segundo Pereira (1993), todos nós que fazemos planeta Terra devemos nos preocupar em repor ao nosso habitat o que foi retirado, para que nossos filhos possam desfrutar de uma vida mais digna e saudável, garantindo assim a continuação das espécies no planeta, inclusive o próprio homem que tem a mesma importância das demais espécies nesse planeta. Ele não pode ser visto como o centro. É esta concepção que pretendemos compartilhar com os nossos alunos, buscando vivenciar o conceito de ecologia, tema integrador da nossa escola.